
Comitê Civil pela Retomada do Programa Nuclear Brasileiro
O Comitê Civil pela Retomada do Programa Nuclear Brasileiro (CRPN) é uma iniciativa da sociedade civil organizada, de caráter estratégico, voltada à reconstrução, ao fortalecimento e à projeção soberana do programa nuclear nacional como política de Estado. Fundamentado na defesa intransigente da soberania tecnológica, da multipolaridade e do desenvolvimento científico de base industrial, o CRPN afirma a energia nuclear como ativo indispensável à segurança energética, ao cumprimento das metas climáticas, ao avanço da medicina, da indústria e da defesa nacional. Seu horizonte é o longo prazo, sua referência é o interesse nacional, e sua atuação se ancora na articulação entre conhecimento técnico-científico, formação de quadros e aplicação estratégica.
O CRPN encontra-se em processo de construção institucional e política, estruturando-se como uma comissão interna do BRICS Tech Forum, inserida em um ecossistema multipolar de cooperação tecnológica entre os países do BRICS+ e do Sul Global. Nesse âmbito, o Comitê se propõe a atuar como instância permanente de formulação, debate, advocacy e proposição de políticas públicas, articulando especialistas, pesquisadores, trabalhadores do setor nuclear, juristas e representantes da sociedade civil. Apartidário, porém inequivocamente comprometido com o projeto nacional de desenvolvimento, o CRPN se posiciona como espaço coletivo de deliberação qualificada e de enfrentamento crítico às tentativas de desnacionalização, sucateamento ou subordinação externa do setor nuclear brasileiro.
Enquanto comissão interna do BRICS Tech Forum, o CRPN pretende operar como polo de inteligência estratégica, integrando o debate nuclear brasileiro às dinâmicas internacionais de cooperação tecnológica soberana. Seu objetivo é contribuir para a retomada plena do Programa Nuclear Brasileiro, da geração elétrica aos reatores de pesquisa, do ciclo do combustível às aplicações médicas, industriais e de defesa, articulando o Brasil a uma nova arquitetura global baseada na cooperação horizontal, na transferência real de tecnologia e na construção de capacidades autônomas. O CRPN nasce, portanto, como instrumento político e técnico de afirmação da soberania nacional no século XXI e como expressão organizada da convicção de que não há desenvolvimento independente sem domínio pleno da tecnologia nuclear.
Seguiremos na luta pela soberania brasileira!